TROPEIRISMO BIRIVA: UM OLHAR SOBRE AS OBRAS DE PAIXÃO CÔRTES!

Tema da Semana Farroupilha 2018 será exposto na Casa de Cultura Mário Quintana.

É com imensa alegria que convidamos a todos para exposição da fotógrafa Lidiani Hein – TROPEIRISMO BIRIVA – Um olhar sobre as obras de Paixão Côrtes – por Lidiane Hein.

Em 25 de setembro de 2018, terça-feira, às 18 horas, será inaugurada na Galeria do 3º andar, ala leste, da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736). Trata-se de uma exposição cultural, abraçando, através da ótica da fotografia, um pedaço importante da formação da gente rural do nosso Estado, mostrando usos, costumes e peculiaridades da nossa gênese mais primitiva. O TROPEIRISMO hoje é temática fundamental para o estudo da nossa formação sulina, onde dele se criou veios migratórios de produtos e animais bovinos, cavalares e muares, partindo das antigas estâncias criadouras jesuítas, para serem vendidas junto à tradicional Feira de Sorocaba, a fim de servirem de força de tração nas recém descobertas Minas Gerais. Em épocas onde as estradas eram abertas a facão e para de mulas, a saga tropeiras alavancou a economia nacional, integrando, inclusive, o Brasil aos países vizinhos da Argentina e do Uruguai, através do transporte de animais.

As viagens levava meses, desde Cordoba, na Argentina, à Sorocaba, em São Paulo, permitindo com que nos pousos e cruzadas, com o tempo, fossem nascendo vendas, postos de contagens, de pedágio, de patrulha, além de vilarejos e, a posterior, cidades… muitas delas hoje importantes pólos econômicos do nosso Estado e do Brasil.

Se diferenciam, nessa formação cultural, o chamado BIRIVA do nosso conhecido tipo local GAÚCHO. O Biriva (Biriba, Beriva ou ainda Beriba) vinha do norte, mesclando elementos de influências caboclas, afros, açoritas e bandeirantes, em suas falas, modo de vestir, de cantar, de tocar e de se portar… algo distante das influências portuguesas e espanholas nascidas do extremo Sul, desde a Colônia do Sacramento e o povoado de Buenos Aires.

Jean-Baptiste Debret, pintor e desenhista francês, enviado ao Brasil em 1817, para registrar através de imagens nosso povo, foi o maior e mais conhecido retratista da cultura Tropeira e Biriva. Em “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” ele nos deixa preciosidades, traçadas a mão, sobre nossa gente primitiva, nossa cultura colonial e sobre os trajares Birivas de antanho.

tropeirismo

Foto: Lidiani Hein

Estamos falando de um Ciclo nascido a cerca de 1730, repontados a grito, assobio e arreadores, diante de 2500 km de matas fechadas, diante do perigo dos ataques de índios selvagens e inimigos da coroa, percorrendo peraus, rios, asperezas, dormindo ao relento, debaixo de barracas de couro crú, oscilando entre chuva, frio, vento e calor, topando com animais selvagens, peçonhentos, ferozes e outros tantos percaustos.

O tema é amplo e a cada dia ganha novos adeptos. Um dos maiores incentivadores da temática foi o pesquisador e folclorista (falecido mês passado), João Carlos D´Ávila Paixão Côrtes, com o qual convivemos e aprendemos sobre o tema. Paixão transformou o tema do Tropeirismo Biriva em símbolo para ser cultuado e didaticamente propagado diante das novas gerações, propagadoras da nossa cultura regional.

Diante de seus escritos, de seus livros, cursos, palestras, discos e fotos, nos deixou preciosas anotações de como esses homens dançavam, tocavam, cantavam, se portavam, trabalhavam, viviam e conviviam, sempre com a exatidão que era constante em suas obras.

A missão da exposição TROPEIRISMO BIRIVA – UM OLHAR SOBRE AS PESQUISAS DE PAIXÃO CÔRTES é de resgatar essa ótica de um folclorista da temática, que uniu pioneiramente a dança, o canto, a música, o uso, o costume e a história, possibilitando com que detalhes sejam contados e evidenciados também através de uma reconstituição fotográfica.

A exposição, portanto, traz a história, a cultura e a arte unidas de maneira singular, a ponto de contar um pouco mais de quem somos, de onde viemos e de para onde devemos ir… levando valores sérios e construtivos para nosso povo. Como dizia Paixão Côrtes: “É o povo voltando para o povo, de forma revitalizada, sem fantasias ou inverdades!” Salve o Tropeirismo, o Tropeirismo Biriva… Salve a nossa gente! -X-X-X-X-X-X-X-X- “TROPEIRISMO BIRIVA – UM OLHAR SOBRE AS OBRAS DE PAIXÃO CORTÊS” Autoria: Lidiane Hein Direção: Diego Müller Curadoria: Jorge Aguiar Locações: Viamão/RS (Fepagro) e Taquara/RS Figurações: CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS Apoio: Casa de Cultura Mário Quintana, AACCMQ, CTG Brazão do Rio Grande, Valter Fraga Nunes, Marco Aurelio Angeli, Coral Brasil, Marte Design, Banrisul, Fepagro, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Local: Casa de Cultura Mário Quintana – Porto Alegre/RS Data: A partir de 25 de Setembro Coquetel de abertura: Dia 25 de Setembro ás 18h Entrada Franca Compareça!

#Tropeirismo

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