VIDA LONGA AO FEGADAN!

FEGADAN ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de Outubro de 2018, na cidade de Canoas!

Foto: Lidiane Hein

Esse mês, nos dias 12, 13 e 14 de outubro, acontece, aqui em Canoas, a quinta edição do já consagrado FEGADAN (V Festival Gaúcho de Danças), sob organização, supervisão e apoio do MTG do RS, em parceria desta vez com a Décima Segunda Região Tradicionalista.

O FEGADAN, apesar de fomentador, é um evento ainda jovem, que nasceu sob os pedidos dos instrutores, grupos e CTGs apartes ao movimento que acontece e dirige o ENART e suas danças. As nossas danças acontecem (desde 92) divididas em duas linhas, onde uma basicamente abraça critérios mais plásticos e criativos, enquanto outra possui óticas mais conservadoras e naturais.

A primeira abrange obras escritas e dimensionadas basicamente por instrutores e dançarinos, sob óticas de diversos pesquisadores somados e diversos livros… Enquanto a outra abraça as obras e fundamentações únicas e balizadoras do nosso folclorista João Carlos Paixão Côrtes.

Essas duas óticas não competem entre si, e nem teria como. Uma é “arte”, sem assumir que é arte. Outra é “culto”, sem precisar dizer que é culto. Uma é instrutores e outra é folclorista, basicamente.

Elas possuem seus concursos próprios e separados: Uma linha tem o ENART como ponto fundamental final, enquanto a outra tem diversos rodeios grandes durante o ano (ou de tempos em tempos), como objetivo.

Solicitando ao MTG um espaço oficial (por parte da instituição) para o lado “mais espontâneo e autêntico de se dançar”, pediu-se aos grupos apresentarem uma proposta de evento, para surgir a possibilidade do MTG em organiza-lo e viabiliza-lo (tudo gerido pela presidência do Movimento Institucionalizado).

A proposta foi entregue, formando uma comissão de instrutores (os que puderam se fazer presentes, dentro de suas disponibilidades e interesses) e o evento foi ganhando forma, com regulamento, com fundamentações, com rumos, óticas, espaços, datas, etc e etc.

Afora o ENART (que possui uma organização toda administrada pelo MTG, junto a seus painéis, equipes, filosofias, avaliações, etc), as danças, dentro de um modo de pensar baseado no que Paixão Côrtes pensou e classificou, não possuía tal organização… nem parecida.

Ela sempre esteve ligada a uma “organização” espontânea, a rodeios esparsos (alguns até já extintos), a “líderes” que surgiam e sumiam de quando em vez, “avaliadores” que sumiam e voltavam também de quando em vez, quase sempre presos a uma boa vontade de uma coordenação artística (nem sempre talentosa), a uma patronagem (nem sempre dedicada) e a investidores (que nem sempre pensam na dança como boa finalidade ou investimento em cultura nossa).

A mudança dessas peças (incluindo de instrutores), dentro da organização desses eventos e suas entidades organizadoras, mudava o rumo das nossas danças, às vezes drasticamente, deixando o meio preso a organizações voláteis e sem perspectiva futura. Porém os grupos querem ter (e devem) as rédeas do que cada um dança e cada um quer.

Com essas preocupações em mente, o FEGADAN surgiu sendo uma vitória sadia ao movimento, que via (e vê) nele um evento de afirmação, de fomentação e de aprovação que, com apoio e a dimensão da entidade MTG, precisávamos para fugir das margens das coisas criadas “às macegas” e brotadas como “mio-mio” no campo (lembrando que o mio-mio é uma planta infestante de paisagens e tóxica à ingestão dos animais).

O FEGADAN, basicamente veio para ser o contraponto ao ENART, tornando os dois eventos diferentes e paralelos (em filosofias, principalmente). Assumiu-se então essa diferença, ficando para o FEGADAN a fundamentação e a propagação das obras únicas e exclusivas de Paixão Côrtes e Barbosa Lessa, enquanto no ENART ficariam um somatório de outros tantos pesquisadores, leitores, escritores, fundamentalistas, curiosos, instrutores, etc.

livros paixao cortes

Essa diferença foi (e é) fundamental para o paralelismo dos dois eventos, claros e autênticos em si. O FEGADAN ficou com o folclorista (e suas ideologias de além tempo) e o ENART com os dançarinos (e seus anseios criativos e algo limitados – principalmente em termos históricos).

E foi assim que em 18 e 19 de outubro de 2014, após os painéis de indumentária e de dança (uma modalidade mais “culta” de “cursos de danças”), aconteceu o I FEGADAN, em Caxias do Sul, nos pavilhões da Festa da Uva, tendo o seu campeão o direito a fazer o encerramento do ENART, em Santa Cruz do Sul, mostrando àquele ginásio lotado um jeito todo diferente de se dançar, de se portar, de se vestir e de se tocar… levando em conta os pensamentos do mestre João Caros Paixão Côrtes. Uma vitória!

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Particularmente, somos adeptos ao FEGADAN, fãs do evento… até porquê conseguimos participar e ajudar a construí-lo desde o seu início, apostando na sua novidade, dentro das nossas possibilidades e limitações do mesmo ano-após-ano, tornando-o, junto com outros tantos, hoje, tão importante para a divulgação das nossas coisas. Há inclusive textos nossos, que escrevemos como sugestão apenas, lá no início, que hoje estão exatamente transcritos no regulamento do festival.

Há uns quatro anos atrás (não muito), frequentando o ENART, muitos amigos nem sabiam o que dançavamos… onde dançávamos, onde concorríamos, o que eram e quais eram nossas danças. De rodeios grandíssimos não tinham nem informação. E estou falando de um movimento “paralelo” que tinha 22 anos já de peleia e de afirmação. Se acontecia algo, parecia que acontecia escondido, sem preocupação alguma de divulgação, fomentação, de ser referência, a não ser a de “sobrevivência”.

Hoje, em apenas quatro anos e 4 FEGADAN´s, a quantidade de indagações, perguntas e interesse de pessoas do mesmo meio ENART que acompanharam, compartilharam e que disseram que buscaram nossas coisas (nossas, do FEGADAN mesmo) para referência, é imensamente apavorante.

Houveram inclusive carros de pessoas que há dois anos nem sabiam o que dançavamos no Fegadan, vindo de longe, de cidades que nem possuem grupos do lado do FEGADAN, chegando em visita a Caxias, a Criúva e a Antônio Prado, para assisti-los. A quantidade de mensagens de pessoas que nem sabia que acompanhava o meio sempre foi gigante.

E a dimensão que a coisa tomou no acompanhamento do evento, assim como seu “glamour” na sua busca, realmente surpreende… sério! Não se sabia que era tanto!

Um vídeo de uma simples dança de um grupo, jogado nas redes sociais, chega a 20.000 visualizações e 500 compartilhamentos em 24 horas apenas de postagem, não é coisa de um simples evento. Podem ter certeza!

O que esse povo todo busca? Onde isso vai e pode parar? Não se sabe ainda… mas o que isso levará adiante, isso sim temos convicção!

FEGADAN

O FEGADAN é um evento que escutou os grupos… fez o que pediram… que veio de baixo para cima (não ao contrário)… que não disseminou modas… não tem bola da vez… não propagou gostos (e se tivesse, se diluiriam no meio de tantas pessoas envolvidas e tanto avaliadores em mesmo patamar).

O FEGADAN busca um denominador comum, diferente de opiniões “únicas” e “a ponta de faca”. Possui de mais de 10 avaliadores. Possui revisão. Possui planilhas abertas. Revolucionou o nosso modo de avaliação do “nosso lado”, somando conceitos modernos a visões de interesse coletivo.

O Fegadan está atento a tudo, incluindo a música, a indumentária (tópicos tanto esquecidos nos eventos de hoje em dia). Se preocupa com o espetáculo, enquanto se dança cultuando nosso lugar, e não o “nosso eu”. Consegue valorizar os detalhes, afastando o “bastantão”, permitindo um “frio na barriga” de um sorteio em paralelo a um ensaio rígido de “apertar parafusos” e corrigir “o detalhe do detalhe”.

O Fegadan sabe unir as duas coisas, sem pesar os grupos, presenteando o público com uma qualidade que ele exige. Possui uma formatação que conversa com as tecnologias e com o signo que a juventude dos grupos de hoje entende. Possui um regulamento moderno, jovem e agregador, longe das fórmulas antigas, da década de 80 (às vezes ainda repetidas), quando tínhamos outra realidade e necessidade social, onde tínhamos apenas um livro só de danças, somente 20 danças no repertório e um ou outro “entendedor de dança no mercado”.

Hoje somos muitos… diversificados… e de biblioteca em casa… e que bom! …todos juntos!

É um formato que queríamos para todos os eventos!

Salve o Fegadan!…

…E dias 12, 13 e 14 de outubro de 2018 estaremos de volta, todos juntos!

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TODOS OS CAMPEÕES

DANÇAS ADULTA:

I Fegadan/2014 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

III Fegadan/2016 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

DANÇAS VETERANA:

I Fegadan/2014 – CTG Rincão da lealdade – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

III Fegadan/2016 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

DANÇAS JUVENIL:

I Fegadan/2014 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

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III Fegadan/2016 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Sinuelo da fronteira – Dionísio Cerqueira/SC

DANÇAS MIRIM:

I Fegadan/2014 – CTG Rincão da lealdade – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

III Fegadan/2016 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Porteira da serra – São Marcos/RS

DANÇAS BIRIVA DO TROPEIRISMO:

I Fegadan/2014 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

III Fegadan/2016 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

MELHOR INDUMENTÁRIA ADULTA:

I Fegadan/2014 – CTG Laço da amizade – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

III Fegadan/2016 – CF Os Rio-grandenses – Campos Borges/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Paixão Côrtes – Caxias do Sul/RS

MELHOR INDUMENTÁRIA VETERANA:

I Fegadan/2014 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

III Fegadan/2016 – CTG Paixão Côrtes – Caxias do Sul/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Vaqueanos do oeste – Chapecó/SC

MELHOR INDUMENTÁRIA JUVENIL:

I Fegadan/2014 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Galpão serrano – Flores da Cunha/RS

III Fegadan/2016 – CTG Laço da amizade – Caxias do Sul/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Porteira da serra – São Marcos/RS

MELHOR INDUMENTÁRIA MIRIM:

I Fegadan/2014 – CTG Rincão da lealdade – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

III Fegadan/2016 – CTG Laço da amizade – Caxias do Sul/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Marco da tradição – Caxias do Sul/RS

MELHOR INDUMENTÁRIA BIRIVA:

I Fegadan/2014 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

III Fegadan/2016 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

MUSICAL MAIS AUTÊNTICO

I Fegadan/2014 – CTG Aruá – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

III Fegadan/2016 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

CAMPEÃO GERAL/TROFÉU FEGADAN

I Fegadan/2014 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

II Fegadan/2015 – CTG Imigrantes e tradição – Caxias do Sul/RS

III Fegadan/2016 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

IV Fegadan/2017 – CTG Os carreteiros – Caxias do Sul/RS

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