Buenas amigos, como estão?

Coisa bonita é dançar ou então assistir um grupo dançando, onde tu sente que o grupo está vivendo aquele momento. Mas vivendo na maior riqueza de detalhes possíveis.

Dando uma pesquisada, encontrei no livro “Danças Tradicionais Rio-grandenses: Achegas”, de João Carlos Paixão Côrtes, uma conclusão sobre esse assunto e que explica muito bem.

Não é por nada que se nota de longe aquele gaúcho véio pachola dançando, daquele mais quieto, mais na dele, que não aparece tanto.

Da uma lida che, vê o que tu acha, e depois comenta lá no nosso FACEBOOK.

Imigrantes e Tradição

Foto: TV Tradição

“Assim, chegamos à principal característica das danças gaúchas: a teatralidade do campeiro. Dentro do máximo respeito, ele procura realçar sua individualidade – desde o modo de se vestir até o modo de executar a coreografia – resistindo a ideia de cair na vala comum da mesmice coletiva. Ele procura sobressair, mostrar que é o melhor sapateador, procura recitar os versos mais pitorescos e enfeitar seus passo com variações as mais difíceis.”

Que tal índio véio dançador? Mas com certeza tu consegue identificar na tua cabeça mais de um que puxam para este lado. E não que seja um problema, até acho que na essência o negócio é por aí mesmo!

Laço da Amizade

Foto: TV Tradição

“Isto explica também porque as danças de conjunto duravam tão pouco no Rio Grande do Sul. Nessas danças, as vozes de comando fazem submergir, num gesto igualitário, quaisquer individualismos. Em tais danças ninguém se destaca… a não ser o marcante. Pelo mesmos motivos, as antigas danças sapateadas resistiram ao influxo das danças de conjunto e chegaram mesmo à geração das danças enlaçadas, a estas se moldando.”

Então bueno… Faz sentido, que dançar em grupo, faz todo mundo parecer igual, e é aí que está a grande sacada! Por que as danças de sapateio duraram mais? Porque consegue separar o bom sapateador do “ruim”, e esse espírito de competição sempre existia na essência do gaúcho, desde a sua formação.

Mas seguimos…

Paixão Côrtes

Foto: TV Tradição

“Danças de pares enlaçados como a Chimarrita-Balão tiveram vida longa, no pampa, porque o cantador gritava num desafio as mais hábeis dançarinos:

A Chimarrita-Balão

Não é prá todos dançar,

É prá quem tem o pé leve, ai meu bem!

Prá quem sabe sapatear!

E o gaúcho sai sapateando, para demonstrar, nos mais difíceis torneios e puxados, que ele tem pé leve e sabe sapatear. E este gaúcho também exaltará de alegria se, logo depois, o gaiteiro anunciar a única dança de conjunto que chegou a firmar raízes no Rio Grande:

– A Meia-Canha, moçada!!

Formam-se os pares e se inicia a dança. Mas logo um dos dançarnos prende o frito:

– Pára a gaita!!

A sala se encerra no silêncio, para que todos ouçam o verso bonito do gaúcho já está a dizer à sua prenda:

Ontem passei por tua casa,

Vi na janela uma rosa.

Confundi a flor contigo,

Nunca vi flor mais formosa.”

Pampa do Rio Grande

Foto: TV Tradição

Mas que tal gauchada?

Em resumo, somos feito de teatro.

Nossos gestos resumem o que somos e o que sentimos.

O corpo reflete o que estamos pensando e vivendo.

Por uma dança menos igual e mais vivida.

Chaplin

Então gauchada, findamos por aqui hoje!

Não esquece de dar uma visitada lá na LOJA BUENAS che, tem camisetas das mais gaúchas, pra ti estampar o que sente pelo Rio Grande!

#Teatro #DANÇA #PaixãoCôrtes

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