O VOLUNTARIADO EXPLICADO DE FORMA PRÁTICA: O QUE FAZER? COM RENATA, 1ª PRENDA DO RS!

Buenas gauchada, como estão?

Não da para dizer que a proposta do MTG sobre o Voluntariado é uma coisa simples de explicar e conversar.

Só nós da EV já discutimos umas 10x o que cada um entende do assunto, e dificilmente chegamos a uma conclusão CLARA.

Então, espertos que somos, resolvemos convidar a Renata Silva, 1ª Prenda do RS para nos ajudar e nos dar alguns exemplos práticos sobre a Tese do Voluntariado.

E agora sim, já podemos considerar um assunto fácil haha

Então CONTINUA LENDO, e espero que também te ajude, e melhor, que te ajude a se MOVIMENTAR em prol da nossa cultura.

EXISTEM MOTIVOS PARA O TRADICIONALISMO GAÚCHO AINDA EXISTIR?

“Uma entidade não é útil por ser antiga. Ela é antiga por ser útil.”

Louis Bonald

O “Projeto Social MTG Voluntariado” aprovado em janeiro como tema quinquenal a ser trabalhado em todas as esferas do movimento organizado, é na verdade um trabalho de conscientização coletiva do verdadeiro espírito militante da causa tradicionalista, ou seja, do trabalho voluntário.

Quando Paixão Côrtes e sua turma organizaram a primeira Ronda Gaúcha, e logo em seguida fundaram o primeiro CTG do mundo, a ideia deles era criar um clube da tradição gaúcha onde pudessem vivenciar em sua essência – e sem vergonha – os nossos autênticos motivos regionais.

A evolução da sociedade, e em consequência deste movimento, propagou entidades tradicionalistas mundo a fora e conquistou milhões de adeptos. Pessoas que buscaram nos CTG’s o seu lazer, além de ambientes saudáveis para o convívio social onde puderam encontrar inúmeras atividades de cunho cultural, artístico, esportivo e campeiro.

Estas pessoas, por vezes involuntariamente, desenvolveram aptidões de tal modo que se entregaram quase exclusivamente a atuar no seio do Movimento Tradicionalista Gaúcho, transformando-se em profissionais do ramo.

MTG

A ideia do projeto social do voluntariado não é coibir as pessoas de aperfeiçoarem-se, mas fazê-las entender que as suas atuações vão muito além dos galpões de CTG’s, e que elas devem usar tudo o que aprenderam ali em benefício da sociedade como um todo.

penteado de prendaPowered by Rock Convert

Por exemplo, um músico pode e deve fomentar a formação de novos músicos tanto dentro do CTG quanto no ambiente escolar, ou em algum projeto social. Se ele tem este dom, e graças a isto também uma carreira, enquanto cidadão e tradicionalista deve disponibilizar parte do seu tempo e conhecimento para ajudar outras pessoas a encontrarem seu caminho na arte da música. Pessoas estas que poderão vir a atuar profissionalmente, ou apenas de forma colaborativa com a entidade tradicionalista. Melhor ainda, pessoas que se tornarão músicos apenas por gostar da coisa.

O primeiro item da Carta de Princípios do MTG, que norteia as ações de todos os tradicionalistas, diz que devemos auxiliar o Estado na solução de seus problemas fundamentais. Ou seja, doar nosso tempo e conhecimento para conquistar o bem coletivo através de ações que contemplem o todo, focando em segmentos que apresentam deficiências.

Outro exemplo: as prendas e peões são “obrigados” a realizar trabalhos em instituições de educação para participar da Ciranda Cultural de Prendas e do Entrevero Cultural de Peões. Estes trabalhos são geralmente enriquecedores tanto para os tradicionalistas, quanto para as comunidades escolares escolhidas, e acabam estendendo-se além do prendado em questão.

Crianças e jovens, graças a estes trabalhos desenvolvidos em salas de aula, pegam gosto pela cultura gaúcha e acabam integrando algum CTG. Em Campo Bom, o CTG M’Bororé organiza inclusive um festival de dança e um festival de declamação para contemplar estes estudantes.

A Diretoria do MTG diz que “O voluntariado tem que vir da alma do tradicionalista, tem que ser por querer, por vocação, por interesse.”. E que ser voluntário não é um status social passageiro, muito pelo contrário, simboliza a atuação constante em prol de um bem maior.

Primeira Prenda RS

Sendo assim, na condição de 1ª Prenda do RS e representante desta entidade, entendo que o objetivo do MTG através deste projeto social é formar a consciência do “ser tradicionalista” em deferência do “estar tradicionalista”. E, desta forma, contar com pessoas comprometidas a fazer com o que o Movimento Tradicionalista Gaúcho cumpra verdadeiramente sua função social identificando, atuando em favor e modificando a realidade das comunidades locais e, num futuro próximo, da sociedade em geral.

Tradicionalistas e voluntários que reascenderão a paixão por colaborar também com as promoções do MTG, como eventos oficiais, cursos e campanhas, que além de enalteceram a ideologia do MTG, são momentos oportunos de integração com os mais diversos tipos de pessoas.

Quem faz o MTG somos todos nós. Por bem ou por mal, nós somos os responsáveis pelo descarrilamento da consciência tradicionalista de essência e alma pura, e portanto, é nosso dever fazer com que as coisas voltem para os eixos.

Mais do que voltar a agir pelo bem maior, devemos reavivar nosso sentimento e nossa consciência de que apenas o conjunto é capaz de garantir que, existem sim, motivos de sobra para o tradicionalismo gaúcho existir.

E então gauchada, o que acharam?

Estamos bem representados hein?!

Te agradecemos Renata por escrever e nos ajudar, e com certeza ajudar muitos tradicionalistas entender melhor qual a real ideia de VOLUNTARIADO proposto pelo MTG.

Forte abraço a todos os amigos, e não esqueçam de compartilhar lá no nosso FACEBOOK!

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