O QUE SÃO GERAÇÕES COREOGRÁFICAS NAS DANÇAS TRADICIONAIS GAÚCHAS?

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Buenas gauchada, como estão?

Geração Coreográfica é um termo pouco utilizado pelo pessoal que dança ENART, pois se fala muito mais em Ciclos Coreográficos (no qual já falamos sobre todos, em outro texto que tu podes ler clicando aqui).

Porém, Paixão Côrtes sempre classificou as danças através das suas Gerações Coreográficas.

Utilizamos como base o livro “Bailes e Gerações dos Bailares Campestres“, do ano de 2002, obra referência no assunto.

Dá-se o nome de geração coreográfica ao conjunto de danças que conserva as mesmas características principais, durante um período mais ou menos longo, até que essa moda “canse” e surjam outras com características bem inovadoras.

Bueno, até então barbada.

Frequentemente, quando uma nova dança chega a firmar raízes nesses pontos-limite, já há muito tempo ela havia desaparecido do foco original.”

Ou seja, como já falamos no outro texto, as danças são bailadas pelas classes superiores, que pela “lei da imitação” são copiadas e adaptadas pelas classes inferiores, e assim são propagadas, porém esse não é um processo rápido.

Não está demais alertar, que as gerações coreográficas costumam conviver lado a lado por maior ou menor tempo até que nova pressão da moda expulse os elementos mais antigos, resultando disso, por vezes, um estágio de “osmose artístico-cultural”, motivando, até mesmo, uma transmutação que pode resultar em um tema “híbrido”, com marcante e reconhecida presença temporal coreográfica, no seio da sociedade campechana.

Vamos explicar mais para frente com exemplos o que seria esse Hibridismo de gerações, mas de forma resumida, seria como misturar dois estilos musicais diferentes, pois um sozinho saiu de moda, porém ao se adaptar, conseguiu permanecer no gosto do povo.

No caso dos motivos coreográficos campestres do Rio Grande do Sul, enquadramos nossos bailes no plano das GERAÇÕES, numa abrangência classificatória (com a devida temporalidade), partindo dos reflexos europeus motivados pelos “pólos de irradiação” das “modas”, do “Velho Mundo”, às manifestações da própria América, como “nova geradora” de iluminação artístico-cultural à História do Universo.”

Ou seja, nada é imutável ou estático. Todas influências foram chegando, e assim se moldando por aqui, até o momento que também saiu daqui para outros pagos, inclusive dentro do nosso próprio país.

Nossa classificação tem uma visão ampla das características mais marcantes dos movimentos coreográficos (e reflexos musi-vocais); da mensagem espiritual do bailar (subjetivo), da identidade objetiva folk-tradicional rio-grandense e seus “hibridismos” (afora os atinentes aspectos religiosos, autodramático, danças-exibição, etc.), deixando-se para uma posterior identificação as particularidades da interpretação de CADA dança. Ou seja: se de par solto dependente ou independente; se obedece a voz de comando de um mandante ou não; se dançada em filas opostas ou em paralelas; se bailada por um só sexo ou praticada por casais; se executada por par enlaçado ou em círculo coletivo, se bailada em “sociedade” ou em “bochincho”, etc.

FEGADAN 2017

E aqui encerramos este primeiro texto, dando apenas linhas gerais sobre as Gerações Coreográficas, deixando claro que é de fundamental importância que não só instrutores de dança saibam para poder “passar adiante”, mas que para quem dance, consiga sentir e transmitir o correto.

Então, fiquem atentos aos próximos capítulos, e desde já, pedimos que divulguem lá no nosso FACEBOOK, marcando toda gauchada.

E não te esquece: LOJA BUENAAAS! A loja que tem as estampas mais tradicionalistas do sul do Brasil.

Abração!

#GeraçõesCoreográficas #Danças

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