ENART e FEGADAN: ÉTICA, MORAL E PÉSSIMOS HÁBITOS

enart e fegadan

Passado os Festivais oficiais do MTG em 2019, cabe a reflexão sobre: ENART e FEGADAN

Bueno gauchada, que tal?

Findado praticamente o ano, alguns rodeios ainda por acontecer, e um problema recorrente

Todos os anos, desde sei lá qual ano já, o ENART é posto em dúvida frente as suas regulamentações.

Por algum motivo fútil, sempre um grupo ou outro é desclassificado, e o pior, porque algum outro grupo fez uma “denúncia” oficial.

Sem fazer muita força, podemos lembrar do Heróis Farroupilhas em 2015 na Inter-regional, onde dançaram fora do “tablado” (que nem tablado tinha, era um chão pintado). Nenhuma anotação pelas comissões, porém, por denúncia de terceiros, foram desclassificados.

Este ano, não foi diferente. O DTG Poncho Verde havia sido classificado para a grande final, mas através da denúncia de terceiros, teve sua desclassificação decretada.

Na Força B, deste ano também, o CTG Pousada dos Carreteiros foi desclassificado porque sua 1ª Prenda anunciou errado o nome de uma das danças que apresentariam… E através de uma denúncia, fora…

Onde isso tudo vai parar, não sei… Esse (falso) tradicionalismo, maquiado de “culto as danças tradicionais dos antigamentes” é conversada jogada fora…

Não estamos nem aqui para julgar ou defender se competir é bom ou ruim, mas sim que esta falta de ética e moral está saindo da competição sadia dos tablados e extrapolando todos os limites.

Carta de Princípios pra que, se não se segue nada…?

OUTRO MOMENTO LAMENTÁVEL

Ainda não podemos deixar de comentar sobre a retirada de pessoas cadastradas como Imprensa da cobertura tablados.

Uma total falta de senso de quem emitiu a ordem. Pessoas que haviam se cadastrado como de costume, exercendo seus trabalhos de forma voluntária, foram “convidados a se retirarem”.

Isso por qual motivo? Alguém pagou caro para estar lá? Talvez quem tenha um negócio sim, mas para quem é voluntário, que o tal MTG tanto prega, por que foram obrigados a sair? Não tem nexo…

NÃO FOMOS AO ENART

Este ano, mudamos um pouco. Chegamos a conclusão que seria importante “sentir saudades” do ENART para ano que vem então, voltar com ainda mais vontade. 

Porém, acompanhando de longe todo o “reboliço”, pergunta se temos vontade ainda?

Esse tradicionalismo, essa “festa da tradição gaúcha”, esse “maior festival”, já não sei se representa tanta gente como um dia já representou.

REFLEXO PARA O FEGADAN

O ENART, antigo FEGART e MOBRAL, sem dúvida é o maior evento do MTG e provavelmente sempre será.

O FEGADAN ainda é um embrião, com a possibilidade de um dia se tornar grande também, mesmo sabendo que tem muito o que melhorar (lembra da edição deste ano e o que falamos?).

Porém, se a moda da tal denuncia pega pra essas bandas também, não vai ter festival. Vale lembrar que não é de hoje que painéis de danças e indumentária são feitos, grupos apresentam em palco exatamente o oposto do citado lá, e premiam. Ou então o contrário: o que é dito lá, o grupo faz, e toma desconto…

CTG S.A.Powered by Rock Convert

Já imaginou se os grupos começassem a denunciar erros de indumentária, de música, de correção…etc? Espero que não comece, mas o caminho e o Movimento parece que chama para isso.

QUEM SÃO AS LIDERANÇAS DE HOJE?

E pensando em falta de Ética e Moral, que exemplo as Entidades Tradicionalistas que estão sempre com o regulamento embaixo do braço buscando erros nos seus concorrentes, estão dando para o Movimento?

Ou ainda, para o público de fora? Será que este tipo de mesquinharia acontece nos grandes festivais de Folclore espalhados pelo mundo?

Será que o ENART é tão grande assim, que possa acreditar que um Regulamento falho, que pune ao invés de educar, é tão perfeito que não possa ser revisto? Não existe nenhum tipo de avaliação de “bom-senso” quando algo ocorre?

Aquela pisadinha de leve, no susto, fora do tablado, no último segundo da coreografia de saída, merece punir um grupo que gastou um ano inteiro?

Onde estão os verdadeiros líderes que o Tradicionalismo precisa? Talvez cansados…

TEMPO DE MUDANÇAS

Findando o último mandato do atual Presidente, as campanhas das atuais candidatas estão a pleno vapor (Elenir Winck e Gilda Galeazzi)

Será um momento fundamental para todas estas Entidades que tem algo a reclamar na atual gestão, por em prática no dia da eleição, em Janeiro.

Lembre bem, o Movimento Tradicionalista Gaúcho não pode ser um mero reflexo da sociedade como um todo. Não podemos ver todos os problemas da nossa política nacional, e aceitar que aqui está acontecendo isso e não tem problema, logo amanhã todos esquecem… Não!

O Movimento é gerido por pessoas. As Entidades são geridas por pessoas. Então todos precisam saber escolher e também se preparar.

CTG S.A. LIDERANÇA E COMUNICAÇÃO: NOSSO LIVRO

Esse texto todo não foi só um merchandising para chegar no final e falar do livro, mas sim, realmente acreditamos que todo o trabalho de pesquisa fundamentada que fizemos, pode ajudar, mesmo que em uma pequena pontinha, a este Movimento que hoje não nos representa de forma alguma.

Quem sabe seja pensar grande demais, crer que nossa obra possa mudar o rumo das coisas, mas se mais gente PREPARADA estivesse a frente das Entidades, quem sabe votaríamos melhor, e também olharíamos para o trabalho do outro com maior respeito e menos vontade de achar algo para denunciar.

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PARA ENCERRAR

Diferente do ano passado, onde listamos prós e contras do ENART e também fizemos do FEGADAN deste ano, preferimos não comentar. 

Não estivemos presentes, então todas as informações seriam de terceiros. 

Com certeza, teve muita coisa boa, muito grupo bom, muita sensibilidade e espírito do verdadeiro voluntariado por lá.

Mas não adianta ter um piso caro e super polido em casa, se sempre tiver algumas manchas aqui e ali…

LEIA MAIS: RESULTADO ENART 2019

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Convenhamos. Se há erros e não são apontados pelos jurados, que se reeduque os jurados ou os substitua. É uma competição e, como toda competição há os vencedores e os vencidos. Se alguém está competindo, não quer perder. Falta de ética seria um competidor prejudicar o outro . Criar uma situação para prejudicar outro competidor. Mas apontar erros dos outros competidores não é falta de ética. No meu ver é falha dos julgadores. Imagina um jogo de futebol ou outro esporte sem juízes. Se houve falhas de alguém tem sim que ser apontado e cobrado que todos competidores.

  2. Texto perfeito, o ENART se ganha no tablado e não no tapetão, foi anti Ético sim a denuncia feira contra o Poncho Verde, isso tudo é medo? O próprio ENART preza pela harmonia,integração e ética e em nenhum momento foi aplicado na decisão que desclassificou os grupos deste ano , na força A e B , Tiarayú dançou um das danças tradicionais de Fraque, está ação é muito mais grave que uma cortina aberta.

  3. Sim ja foi um evento lindo e gostoso de competir , mas hj esta virado apenas em ostentação e indisciplina e falta de caráter , pois existe sim os privilegiados e isto nos entristece muito , sem contar na desorganização do MTG que por muitas vezes nem atende aos dançarinos ou qualquer outro que faça parte de entidade. Fica o desabafo de quem se criou em CTG e agora esta muito decepcionada com o desânimo e tristeza de seu filho que nem quer mais ouvir falar em CTG.

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